Parque Nacional Peneda-Gerês
Criado em 1971, protege 70 000 hectares de floresta atlântica, cavalos garranos, aldeias históricas e mais de 100 espécies protegidas — entre o Minho e a Galiza.
O Parque Nacional da Peneda-Gerês (PNPG) é o único Parque Nacional de Portugal. Foi criado por decreto a 8 de maio de 1971 e abrange cerca de 70 000 hectares no extremo norte do país, entre os distritos de Braga, Viana do Castelo e Vila Real, a fazer fronteira com a Galiza. Em 2009 foi classificado Reserva Mundial da Biosfera pela UNESCO (Reserva Transfronteiriça Gerês-Xurés).
Integra quatro serras — Peneda, Amarela, Gerês e Soajo — e cinco concelhos: Melgaço, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Terras de Bouro (onde fica a Vila do Gerês) e Montalegre. Aqui vivem espécies únicas no país: lobo-ibérico, corço, cavalo garrano em regime livre, águia-real e o carvalho-alvarinho, quase extinto na Europa ocidental.
Esta é a página-mãe do nosso guia. Explora por temas — o que visitar, cascatas, trilhos, onde dormir e gastronomia.
Zonas principais do Parque
Vila do Gerês
Termas, entrada principal e base para explorar.
Mata da Albergaria
Última floresta de carvalho-alvarinho da Europa.
Portela do Homem
Cascata e fronteira com a Galiza.
Miradouro da Pedra Bela
A vista mais icónica do parque.
7 Lagoas
Rota de piscinas naturais em altitude.
Soajo
Aldeia com os famosos espigueiros graníticos.
Lindoso
Castelo medieval e espigueiros classificados.
Campo do Gerês
Museu Etnográfico e Vilarinho da Furna.
Serra do Gerês
Cumes, garranos e paisagens de altitude.
Como chegar ao Parque
- De carro do Porto: ~1h30 pela A3 → A11 → N103 até Braga → N205 até Caldas do Gerês.
- De Braga: ~45 min pela N205 até à Vila do Gerês.
- De Lisboa: ~4h30 pela A1 até Porto e depois seguir para Braga.
- De Espanha (Ourense): ~1h30 pela A-52 e fronteira em Portela do Homem.
- Transportes públicos: autocarros diários Empresa Hoteleira do Gerês entre Braga e Caldas do Gerês.
Perguntas frequentes
O que é o Parque Nacional Peneda-Gerês?
Criado em 1971, é o único Parque Nacional de Portugal. Ocupa cerca de 70 000 hectares no norte do país (distritos de Braga, Viana do Castelo e Vila Real) e integra as serras da Peneda, Amarela, Gerês e Soajo. Protege habitats de floresta atlântica, turfeiras, cavalos garranos, corços e lobo-ibérico.
Onde fica o Parque Nacional Peneda-Gerês?
No extremo norte de Portugal, a fazer fronteira com a Galiza (Espanha). Abrange cinco concelhos: Melgaço, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Terras de Bouro e Montalegre. A entrada mais popular é pela Vila do Gerês (Terras de Bouro).
É preciso pagar para entrar no Parque?
A entrada no Parque Nacional é gratuita. Só há cobrança pontual em zonas específicas — por exemplo €1,50 a €2 por carro na Mata da Albergaria e Portela do Homem, entre junho e setembro, para controlar acessos e financiar a conservação.
Quais são as zonas mais visitadas?
Vila do Gerês e termas, Mata da Albergaria e Portela do Homem, Miradouro da Pedra Bela e 7 Lagoas, Cascata do Arado, Soajo (com os seus espigueiros), Lindoso, Ermida e Fafião. Cada zona tem carácter próprio — do turismo termal na Vila às aldeias históricas do Soajo.
Que animais existem no Parque?
É o único habitat em Portugal com todas as grandes espécies ibéricas: lobo-ibérico, corço, javali, cavalo garrano em regime livre, águia-real e cabra-montês. A biodiversidade é uma das razões pelas quais foi classificado Reserva Mundial da Biosfera pela UNESCO em 2009.
Qual a melhor época para visitar?
Maio a junho e setembro para caminhadas — clima ameno, cascatas ainda com água e menos turistas. Julho e agosto para banhos nos poços mas com mais gente. Inverno para paisagens dramáticas e cascatas em caudal máximo, mas atenção ao gelo nas estradas de altitude.
Posso acampar dentro do Parque?
Sim, mas apenas em parques de campismo autorizados (Cerdeira em Campo do Gerês, Vidoeiro, Entre-Ambos-os-Rios, entre outros). O campismo selvagem é proibido em todo o Parque Nacional.
Quais são as regras a respeitar?
Não fazer fogueiras, não deixar lixo, não colher plantas nem molestar animais, manter cães à trela, não sair dos trilhos marcados em zonas de proteção total, e respeitar os limites de velocidade (30 km/h em estradas florestais).
